terça-feira, 24 de março de 2009

Laços

É interessante como alguns laços, após algum tempo, podem ser facilmente e rapidamente desatados.
Antigamente você construía castelos de areia e os protegia com laços e nós, assim, dificilmente as ondas iriam destruir esses castelos. Mas depois de certo tempo você vai percebendo que a pessoa pra quem você construíu castelos e os amarrou com fitas de cetim, não cuidou bem para que os nós continuassem cegos e para que as ondas não derrubassem aquela "arquitetura" magnífica que, no caso, passou a existir só pra você.
Um pouco mais de tempo e você começa a se dar conta de que não vale mais a pena apertar tanto os laços com as pessoas que você vai encontrando ao longo da vida, algumas pessoas simplesmente não fazem questão de ver a cor da fita que você usou pra atar aquele nó.
Ultimamente você percebeu a duras e cansativas caminhadas que, poucas pessoas fizeram questão de construir "fortes" ao redor dos laços e castelos. As amizades "recentemente-velhas" não sentiram a textura dos fitilhos de cetim, e eles acabaram voando para algum lugar desconhecido, pra bem longe de você.
Depois de mais algum tempo, você já não constrói "fortes", castelos e nem os áta mais com laços de fita, você faz apenas morrinhos de areia, esse são menos trabalhosos de se erguer, e se a onda destruir não vai ser uma grande perda.
Quanto aos fitilhos, você, simplesmente, esqueceu de comprar na última vez que foi à papelaria.

sábado, 14 de março de 2009

Percepções

Chegou um dia em que ela começou a perceber as coisas diferentes que a cercavam.
Assim como coisas, pessoas também começaram a fazer parte dessas percepções repentinas.
Céu nublado, chuva caindo, bebidas a venda, cigarro na mão, música alta, ambiente pequeno.
O balcão do bar, que acabára de ser inaugurado, tinha se tornado pequeno para sua expectativa sem tamanho.
Ela só queria ser perceptível para alguém

terça-feira, 10 de março de 2009

Nostalgica, querendo descomplicar meus versos, assim como eu fazia antigamente.
Palavras dificeis, algumas nem se encontram no dicionário, as vezes só dentro do coração e ainda assim, muito bem escondidas.
As vezes insisto em andar para trás com medo do amanhã, ando vasculhando a razão, procuro no lugar errado, mas eu sempre soube que as respostas estariam dentro de um livro velho, empoeirado, jogado em alguma gaveta do criado mudo.

Eu continuo tremendo quando penso no amanhã.

Filha.

É em você que eu busco forças para continuar, porque quando você diz que eu sou a mulher mais forte do mundo, eu consigo acreditar que essa é uma verdade vinda de uma pessoinha tão pura, e então consigo dar meus pequenos passos dia após dia.
Te amo, porque dentro de um coração tão pequenino, existe tanta verdade.
Te amo, porque sua emoções são puras, e as razões ainda não foram formadas.
Te amo, porque todas as suas palavras, apesar de tão inocentes, poderiam sim fazer um mundo melhor, se todos nós pensassemos como crianças.
Te amo, porque teu sorriso me ilumina.
Te amo, porque seu 'bom-dia' cheio de alegria é contagiante, e seu 'boa-noite' sonolento, me traz esperança de um amanhã de sol.
Te amo, porque você ensinou o que é um amor de verdade, coisa que eu tava precisando aprender.
Te amo, porque quando me diz 'eu te amo, mamãe!' eu me sinto a mulher mais completa e realizada do mundo inteiro.
Te amo, te amo, te amo!