Nós perdemos o jeito de ser gente.
Nascemos para o mundo, para as carteiras de cigarros e para as bebidas.
As pistas de dança são nossa segunda casa, as bocas, nossa frustração de mais um amanhã cheio dúvidas.
Os sorrisos, meras farças.
Nos perdemos em meio a pensamentos tolos.
Amamos com todas as forças dos nossos corações.
Depositamos a nossa esperança em coisas inanimadas.
Muitas vezes, nós rimos para não chorar.
O amanhã é um mero fato que insiste em acontecer todos os dias.
Mas o amor que eu tenho por ele é algo irreal.